...está num período de clarificação.
Em primeiro lugar, com a ascensão de Pedro Passos Coelho à presidência do PSD. É de esperar que este partido deixe o seu limbo ideológico e surja com uma face mais "pura". A face escolhida é a via do neoliberalismo económico como grande ponto fulcral dos interesses do partido. O positivo é que os portugueses (incluindo os outros partidos), passarão a entender melhor com o que contar...
Em segundo lugar, as eleições presidenciais são também matéria de clarificação. O apoio já declarado do CDS-PP e do PSD a uma eventual recandidatura de Cavaco Silva explicam muito da convergência à direita em Portugal. Mas quanto a mim, a questão mais interessante prende-se com a candidatura de Manuel Alegre e as críticas efectuadas por alguns membros do PS.
«Renato Sampaio avisa que é difícil apoiar quem "traz um Bloco às costas". »
O que isto nos indica é a deriva direitista do Partido Socialista. Um partido que se diz socialista mas cujo objectivo é ir "roubar votos ao centro", como afirma Capoulas Santos. É esta a convergência em Portugal.
Se não apoiar Alegre por estas razões, o PS deixa de poder utilizar o chavão do sectarismo por parte dos partidos de extrema-esquerda, que não se unirão na eleição para a câmara de Lisboa e etc...
O BE correu o risco de apoiar Manuel Alegre muito cedo. O anúncio de candidatura de Fernando Nobre trocou as voltas a muitos apoiantes do Bloco. Mas em certo sentido, desta vez foi o Bloco que procurou a convergência, à esquerda, está claro, o PS é que parece preferir outras convergências...
O candidato do PCP é também sinal de algo que já toda a gente sabe.
14 de Abril de 2010
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