O PSD estava à espera dele à muito tempo para romper com o conservadorismo em alguns temas, já sem sentido para a maioria da população, e na esperança de que afirmasse uma alternativa credível a Sócrates, tão difícil desde que este levou o PS a ocupar o espaço politico do PSD.
Estou convicto de que as ideias políticas de Passos Coelho, no seu grosso, seguem no sentido da desdemocratização e da desigualdade da nossa sociedade através de propostas que visam:
- a velha/nova receita da competitividade pelas exportações (leia-se redução dos salários e que é a receita dada pelos liberais na generalidade dos países como o caminho para sair da crise pela via da redução dos custos, ou seja dos salários, devendo ter em mente, com certeza, o mercado marciano)
- a precarização da força de trabalho de forma a diminui o desemprego, argumentando a rigidez do mercado de trabalho, apesar de haver mais de 1 milhão de recibos verdes em Portugal (20% da população activa) e de Portugal ser um dos países com maiores índices de precariedade na OCDE. Isto depois de dois códigos laborais que retiraram imensos direitos e que, com eles, viram as taxas de desemprego estruturais triplicar para níveis históricos na economia nacional.
- a continuação da privatização dos serviços públicos e o agravamento das desigualdades sociais. sou daqueles que ainda não se esqueceu que Pedro Passos Coelho, ainda antes da crise e antes de ser potencial líder do seu partido (e sem o grau de responsabilização politica sobre as suas propostas que está inerente ao cargo que agora ocupa) defendia, com toda a lata do mundo, a privatização do serviço nacional de saúde em toda a linha. o ensino público e as pensões também não ficarão iguais.
- a obsessão pelo défice, que nunca questiona o casino financeiro e sempre culpabiliza o trabalho pelas crises.
Pedro Passos Coelho é o homem neoliberal. Faz questão de dizer que não vive para a politica e que tem uma carreira fora da politica (todo o seu mérito levou-o no meio empresarial até director financeiro da forminvest, coincidentemente do seu amigo e "camarada" Ângelo Correia), sempre em linha com as ideias neoliberais de total desprezo do "politico" em favor da "técnica".
Com as velhas receitas da avó Tatcher, Pedro Passos Coelho é novo na forma (como Sócrates, terá no ambiente e nas energias um dos seus cavalos, um mercado em que Portugal, pela antecipação, tem conseguido obter alguns resultados ambientais e económicos, atenuando a grave dependencia energetica nacional) mas o seu conteúdo, laranja expremida, é muito velho.
No debate sobre o PEC percebemos como é politicamente inteligente, ao não comprometer o PSD com um plano que tanta contestação social terá de enfrentar. Isto apesar de concordar com quase tudo.
Tudo o resto constante e ele será 1º ministro.
Diria, lançando ao ar, que será com ele que melhor veremos as gravosas consequências da absurda mas histórica cedência do PS ao neoliberalismo e que teve já como consequência a eleição no PSD de uma direcção sem um pingo de prespectiva social-democratizante. A caminho, o final desmantelamento do frágil estado de providência português.
Isto, claro está, se tudo o resto constante.
Estou convicto de que as ideias políticas de Passos Coelho, no seu grosso, seguem no sentido da desdemocratização e da desigualdade da nossa sociedade através de propostas que visam:
- a velha/nova receita da competitividade pelas exportações (leia-se redução dos salários e que é a receita dada pelos liberais na generalidade dos países como o caminho para sair da crise pela via da redução dos custos, ou seja dos salários, devendo ter em mente, com certeza, o mercado marciano)
- a precarização da força de trabalho de forma a diminui o desemprego, argumentando a rigidez do mercado de trabalho, apesar de haver mais de 1 milhão de recibos verdes em Portugal (20% da população activa) e de Portugal ser um dos países com maiores índices de precariedade na OCDE. Isto depois de dois códigos laborais que retiraram imensos direitos e que, com eles, viram as taxas de desemprego estruturais triplicar para níveis históricos na economia nacional.
- a continuação da privatização dos serviços públicos e o agravamento das desigualdades sociais. sou daqueles que ainda não se esqueceu que Pedro Passos Coelho, ainda antes da crise e antes de ser potencial líder do seu partido (e sem o grau de responsabilização politica sobre as suas propostas que está inerente ao cargo que agora ocupa) defendia, com toda a lata do mundo, a privatização do serviço nacional de saúde em toda a linha. o ensino público e as pensões também não ficarão iguais.
- a obsessão pelo défice, que nunca questiona o casino financeiro e sempre culpabiliza o trabalho pelas crises.
Pedro Passos Coelho é o homem neoliberal. Faz questão de dizer que não vive para a politica e que tem uma carreira fora da politica (todo o seu mérito levou-o no meio empresarial até director financeiro da forminvest, coincidentemente do seu amigo e "camarada" Ângelo Correia), sempre em linha com as ideias neoliberais de total desprezo do "politico" em favor da "técnica".
Com as velhas receitas da avó Tatcher, Pedro Passos Coelho é novo na forma (como Sócrates, terá no ambiente e nas energias um dos seus cavalos, um mercado em que Portugal, pela antecipação, tem conseguido obter alguns resultados ambientais e económicos, atenuando a grave dependencia energetica nacional) mas o seu conteúdo, laranja expremida, é muito velho.
No debate sobre o PEC percebemos como é politicamente inteligente, ao não comprometer o PSD com um plano que tanta contestação social terá de enfrentar. Isto apesar de concordar com quase tudo.
Tudo o resto constante e ele será 1º ministro.
Diria, lançando ao ar, que será com ele que melhor veremos as gravosas consequências da absurda mas histórica cedência do PS ao neoliberalismo e que teve já como consequência a eleição no PSD de uma direcção sem um pingo de prespectiva social-democratizante. A caminho, o final desmantelamento do frágil estado de providência português.
Isto, claro está, se tudo o resto constante.

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