Já no calado monumento escuro,
Em cinzas se desfaz teu corpo brando;
E pude eu ver, oh Grécia, o doce, o puro
Lume dos olhos teus ir-se apagando!
Hórridas brenhas, solidões procuro,
Grutas sem luz, frenético, demando,
Onde maldigo o fado acerbo e duro
Teu riso, teus afagos suspirando.
Darei da minha dor contínua prova,
Em sombras cevarei minha saudade,
Insaciável sempre e sempre nova,
Té que torne a gozar da claridade
Da luz que me inflamou, que se renova
No seio da brilhante eternidade.
(Nota: trata-se apenas do Soneto de Bocage deplorando a morte de Nise, substituindo Nise por Grécia...)
7 de Maio de 2010
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2 comentários:
Um blog a seguir, bom conteúdo...
Parabéns!
MalDragon
LOL
Em frente companheiro, com toda a confiança!!! :D
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