7 de Maio de 2010

Portugal e Grécia - uma história de amor...

Já no calado monumento escuro,
Em cinzas se desfaz teu corpo brando;
E pude eu ver, oh Grécia, o doce, o puro
Lume dos olhos teus ir-se apagando!

Hórridas brenhas, solidões procuro,
Grutas sem luz, frenético, demando,
Onde maldigo o fado acerbo e duro
Teu riso, teus afagos suspirando.

Darei da minha dor contínua prova,
Em sombras cevarei minha saudade,
Insaciável sempre e sempre nova,

Té que torne a gozar da claridade
Da luz que me inflamou, que se renova
No seio da brilhante eternidade.


(Nota: trata-se apenas do Soneto de Bocage deplorando a morte de Nise, substituindo Nise por Grécia...)

2 comentários:

MalDragon disse...

Um blog a seguir, bom conteúdo...
Parabéns!

MalDragon

Zé Miranda disse...

LOL

Em frente companheiro, com toda a confiança!!! :D