Aviso: os contos que se seguem são apropriados para crianças, mais até do que as alienantes estórias da carochinha. Mas não são para adormecer. Mantenhamos então os olhos abertos.
Estória #1: Um casal dança desajeitadamente o tango numa danceteria. Deliberadamente, pisam toda a gente por onde passam. Um dos dançarinos desfaz-se em desculpas, mas as pessoas ficam cada vez mais furiosas com a falta de jeito. Eventualmente, são corridos da danceteria e a festa continua sem pisadelas.
O resto da crónica pode ser lido no esquerda.net
24 de Maio de 2010
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5 comentários:
"livre mercado (monopolios do Estado é que é bom), concorrência (não queremos cá concorrência... comem todos do mesmo que nós cá não queremos inovação nem preços mais baixos nem nada dessas coisas terríveis que a concorrência traz", desregulação do sistema financeiro (aqui até concordo em parte.. no que diz respeito aos derivados mas pouco mais), ausência de direitos sociais (e deveres sociais... não há??) , flexibilização laboral (muita falta faz), independência do banco central (cá nada... inflação a dois dígitos.. talvez três é que ponha a economia a mexer) e por aí em diante"
Realmente são estórias da carocinha.
E este tipo ainda se diz economista?
Lá está o argumento que não é argumento: quando não se gosta do que os outros dizem atira-se que o que fazem não é economia. Isto pode-se fazer de milhares de formas. A que o Carlos usa é a de dizer que num artigo, o autor não disse tudo o que podia dizer se escrevesse um livro. Depois limita-se a atirar para o ar supostas verdades que essas sim, são economia, também sem explicar porque é que precisamos de mais flexibilidade laboral, sem explicar que a concorrência não traz só coisas boas, e muito menos as traz a independência do banco central.
Caro Carlos, esse comentário não acrescentou absolutamente nada ao que já sabiamos do que pensa. Nem se deu ao trabalho de defender a sua teoria.
O autor do texto nem precisava de se dar ao trabalho de explicar os pontos que eu comentei. Quem afirma que não precisamos de mercado, nem de concorrência, que os bancos centrais devem estar subjugados ao poder político, e tudo o resto, de economia não percebe de certeza.
Nem tudo num mercado concorrencial é perfeito, mas é o que mais perto fica. A competição é o motor do desenvolvimento humano e civilizacional. "Ela" é uma parte essencial no avanço da ciência, das tecnologias, do desporto, das artes, da própria natureza. Só com competição se superam os limites e a economia não é excepção. Num mercado livre e concorrencial (e sem protecções especiais do Estado) o maior beneficiado é em regra o consumidor, porque que compete do outro lado (do lado da produção) quer mais é que o consumidor esteja satisfeito e quando o consumidor está satisfeito, pouco me importa que alguém enriqueça à custa disso. É um ganho merecido.
Precisamos de mais flexibilidade laboral, principalmente na função pública. Porque é que acha que é no próprio Estado que existem tantos trabalhadores precários?? Porque assim que entram para os quadros é virtualmente impossível despedi-los. Para além disso, o conceito de emprego para a vida é algo cada vez mais distante. O mundo está mais dinâmico e a mudança é cada vez mais frequente e imprevisível. Tanto empregadores como empregados devem aprender a viver com isso.
Quanto à questão do Banco Central, bem.. isso dava para uma discussão muito longa. Se acha que imprimir dinheiro cria poder de compra, engana-se. O que cria poder de compra é produção. Quando o Banco Central imprime dinheiro só está a criar desiquilibrios na economia e acima de tudo inflação. E os beneficiados disso são os que fazem parte do sistema financeiro que vós tanto criticais. Mas se quer uma explicação mais aprofundada volto a recomendar uma passagem pelo site de Chris Martenson, entre outros que se quiser posso recomendar. Lá poderá encontrar muita informação sobre o assunto e não só.
Carlos, exprimiu de forma muito mais eloquente do que eu alguma vez poderia ter feito o que está errado com esta economia. Quando afirma que quem ousa pensar para além dos dogmas da ortodoxia dominante não percebe nada de economia assume a posição de arrogância que tem impedido sistematicamente o avanço desta ciência. Felizmente que há muitos economistas que não são assim.
Então diga lá porque é que acha que o que as minhas afirmações não são válidas e as do seu colega "economista" são?
Chamar os outros de dogmáticos também é muito fácil. Eu pelo menos ainda tentei, ainda que resumidamente, admito, defender a minha posição.
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