Miguel Angel Boggiano analisa aqui a opção pela energia vinda de painéis fotovoltaicos. Má ideia, afirma logo no título. No entanto, quando vamos ver o corpo do artigo, encontramos os rastos de uma forma de pensar economia que é exactamente aquela que me dedico a criticar neste blogue.
Esta forma de pensar a economia olha para os painéis solares de uma perspectiva apenas com vista à obtenção de lucro individual sem qualquer outra preocupação ambiental, por exemplo, declarando que o único incentivo para a proliferação destas fontes de energia foi a subida do preço do petróleo. Nada mais, e assim se reduz um tema sensível a números.
Lembra também que estas fontes de energia estão actualmente sujeitas a subsídios dos Estados para incentivar a sua procura. Com a necessidade actual de cortes nas despesas públicas, nenhum Estado aguenta estes custos. Obviamente que a sua análise à economista lhe impede de ver custos muito maiores que os combustíveis fósseis têm para a biodiversidade, para o ambiente em geral e que até se podem propagar facilmente à economia.
Assim se reduz um debate a contas fáceis mas que apenas representam uma parte da discussão que, muitas vezes, como neste caso, não é a parte mais importante.
1 de Junho de 2010
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